BEM VINDO AO BLOG ERGONCARE:

A ERGONCARE é uma empresa especializada em ergonomia e consultoria em saúde do trabalho.

A equipe é formada por profissionais qualificados em prestação de serviços em saúde do trabalho. Através da multidisciplinaridade, solucionamos os problemas ergonômicos para atinjir um alto nível de desempenho do trabalhador, com segurança e saúde, cumprindo a legislação vigente e assegurando o crescimento sadio das organizações.

Baseado neste conceito a ERGONCARE atua, não apenas como assessoria aos seus clientes, mas como parceira no desenvolvimento contínuo de melhorias empresariais em postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas.



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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ansiedade como doença: Índice de executivos que apresentam ansiedade cresce

Ao avaliar 15 mil executivos, uma pesquisa da operadora de saúde Omint mapeou como anda a saúde desses profissionais.

O dado mais alarmante da pesquisa também está relacionado ao estresse e vem crescendo bastante entre os executivos: a ansiedade, na 6ª posição da lista. Se, em 2009, 14% dos executivos avaliados apresentavam sintomas da doença, em 2011, esse percentual chega a 18,20%.

O sentimento de ansiedade é comum, diz Soares, mas se começa a prejudicar as tarefas do dia a dia passa a ser classificado como doença. "O limite é quando a ansiedade começa a interferir nas atividades profissionais ou pessoais", diz o médico.

ENTENDA E EVITE A ANSIEDADE:

 Demonstramos ansiedade ao ficarmos tensos ou apreensivos diante de uma situação ameaçadora, seja ela real ou imaginária. E o que pode ser ameaçador para mim, nem sempre o é para você. Portanto, a ansiedade varia muito de pessoa a pessoa, inclusive no que diz respeito às sensações desagradáveis que ela traz, tais como aumento da transpiração, da pressão, da respiração e dos batimentos cardíacos, um aperto no peito e aquela sensação de vazio no estômago. Assim é que existem várias tipos de ansiedade, de acordo com seus sintomas e fatores desencadeantes, que variam desde o que é considerado normal ao que foge do controle da pessoa.

Conversando com seu médico
Quando os sintomas de ansiedade ultrapassam os limites, levando a impedimentos em suas atividades sociais, profissionais e pessoais, é importante procurar ajuda médica. Nestes casos, é bom saber que existem certos transtornos ou distúrbios que podem nos levar a essas incômodas situações de ansiedade. Seu médico poderá contar-lhe sobre os principais tipos de transtornos de ansiedade, como a ansiedade generalizada, a síndrome do pânico, o transtorno obsessivo-compulsivo, as fobias, e a ansiedade desencadeada após algum trauma psicológico.
Falando um pouco mais do que os médicos chamam de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), pode-se dizer que é um estado onde há sempre uma ansiedade elevada frente a diversas situações, mesmo sabendo que tal ansiedade é claramente desproporcional àquela situação. É um problema crônico que pode provocar inquietação, irritabilidade, cansaço, tensões musculares, alterações do sono e outras alterações que seu médico poderá relacionar ou não a este tipo de distúrbio.
Se você ou algum familiar receber o diagnóstico de ansiedade generalizada de seu médico, saiba que existe tratamento medicamentoso e psicoterápico capaz de proporcionar melhoras.

Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
É a que apresenta os melhores resultados. Seu objetivo é ensinar a pessoa a lidar com os sintomas físicos e a se comportar de maneira diferente diante das situações geradoras de ansiedade. Por meio do reconhecimento dos sintomas, aprende-se formas de autocontrole. É importante enfatizar que, quanto mais se enfrenta os medos, mais rapidamente eles são vencidos. Quanto mais se evita, mais eles persistem.

Exercícios físicos e ansiedade
Os benefícios dos exercícios físicos também se estendem a efeitos psicológicos positivos. Sabe-se que a redução da aptidão física geral também está associada a transtornos psiquiátricos, como ansiedade, depressão e alguns estados negativos do humor. A relação entre os efeitos benéficos dos exercícios e os transtornos do humor é apontada em diversos estudos sobre os benefícios psicológicos da prática regular de atividades físicas.

Os melhores alimentos para a ansiedade
Alguns dos vilões da ansiedade, que devem ser evitados a todo custo, muitas vezes são os preferidos dos ansiosos: chocolate, café e açúcar. Muitas pessoas acreditam que o chocolate traz a sensação de bem-estar, mas, na verdade, apenas alivia momentaneamente a sensação de ansiedade. Depois que passa a sensação de "relaxamento", a ansiedade pode voltar com mais intensidade. Todavia, existem alimentos com o poder de ajudar no controle dessa sensação ruim de ansiedade, como aqueles que são ricos em triptofano, substância responsável por uma sensação de bem-estar. Exemplos são leite e iogurte desnatado, queijo branco, nozes, banana, arroz, batata, feijão, lentilha, castanhas, abacate, soja e derivados. Alguns carboidratos como pães e cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, legumes, frutas e mel, também são boas opções.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Como as empresas diminuem seu SAT/FAP

As empresas que não declaram seus impostos pelo Simples – o regime de tributação simplificado das micro e pequenas empresas – vão poder diminuir pela metade o pagamento do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). Está em vigor o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), um índice que interfere na contribuição ao SAT de acordo com os investimentos da empresa em segurança do trabalho e prevenção no ambiente corporativo. O SAT varia de 1% a 3% da folha de pagamento, de acordo com a classificação de risco das atividades da empresa em baixo, médio ou alto. Mas agora, com o FAP em vigor, essa contribuição pode ser reduzida a 0,5%, ou alcançar até 6%, da folha de pagamento.

Só há uma maneira de diminuir o FAP: aprimorar as políticas internas de segurança do trabalho, com comprovação das ações eficazes em ergonomia e prevenção que resultarão na desejada diminuição de carga tributária, fiscalizações, ações jurídicas e multas. Além disso, essas ações preventivas vão contribuir para a diminuição dos custos relacionados ao absenteísmo e afastamentos prolongados, tornando sua empresa mais competitiva e proporcionando ganhos de imagem mercadológica quanto ao item segurança e saúde no trabalho!

domingo, 28 de outubro de 2012

Centrais Sindicais continuam luta contra COPES e maus tratos na Perícia Médica

O movimento sindical vem travando uma batalha para a melhoria dos serviços prestados pelo INSS, sobretudo em relação à realização das perícias médicas. Apesar das denúncias, os principais problemas apontados pelos bancários seguem sem solução.
"Chegamos inclusive a entregar ao presidente do INSS, Mauro Hauschild, durante uma audiência em 2011, um documento com os principais pontos críticos enfrentados pelos bancários. Mas até agora nada mudou e em determinados pontos tivemos o agravamento da situação", afirma Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Para ele, há uma imposição abusiva de condições para concessão de benefícios. "Além da negativa de benefício ser comum, sem que a base da decisão seja fundamentada ao trabalhador, quando a concessão é deferida, o benefício é concedido e encerrado no mesmo dia da realização da perícia. Desta forma, o trabalhador perde o direito ao pedido de prorrogação, sobrando somente o direito ao PR (pedido de reconsideração de decisão) que demora meses. Fica sem salário da empresa e sem benefício do INSS", explica Walcir.
O dirigente da Contraf-CUT aponta ainda inúmeros problemas em relação à perícia. "Os médicos peritos do INSS não consideram documentos (relatórios e exames) apresentados pelos segurados que provam a sua incapacidade para o trabalho; falta identificação dos peritos médicos no ato pericial; além disso, há a prática ilegal de recusa de informações quando solicitadas por escrito e especialmente a recusa de protocolização de solicitações. Esses são alguns dos problemas", ressalta.
Há ainda a figuração de bancários no sistema de Informações dos Beneficiários como sendo do ramo de comércio. "Já fizemos várias denúncias a esse respeito e as providências que foram tomadas pelo INSS para a devida correção no sistema", indaga Walcir.
O INSS, acrescenta, não aceita a CAT emitida pelo sindicato. "O Instituto determina a manifestação da empresa para referendar a emissão", critica o diretor da Contraf-CUT.

Formação dos peritos

Outro ponto crítico em relação aos peritos é que boa parte dos médicos que exercem essa função não tem qualquer conhecimento sobre a relação entre o trabalho e o adoecimento, a não ser aqueles que optaram por especializações como medicina do trabalho, medicina social ou medicina preventiva.
"Cabe ao INSS a responsabilidade de proporcionar uma formação continuada sobre temas referentes ao mundo do trabalho contemporâneo, suas formas de organização e gestão, sobre as diferentes formas de adoecimento ocupacional, além daquelas tradicionalmente conhecidas. Também cabe mostrar a importância de seu papel social em um órgão da mais alta importância como a Previdência Social, resgatando sua história e relevância decisiva na proteção ao trabalhador, garantido pela Constituição Federal", salienta Walcir.

Copes

Em vigor desde agosto de 2005, a Cobertura Previdenciária Estimada (Copes) tem se demonstrado como um instrumento de injustiças generalizadas e objeto de denúncias e ações judiciais há muitos anos.
A Copes priva o direito do segurado de ser periciado por um órgão de Estado quanto à sua capacidade laboral antes do retorno ao trabalho e ofende garantias constitucionais de direito à preservação da saúde e tratamento. O outro recurso utilizado é a utilização de diretrizes para definição de incapacidade elaborada pelos próprios peritos e não disponíveis a sociedade.

Ordens internas

Enquanto os órgãos de Estado vêm cada vez mais se abrindo e aumentando a transparência de suas ações, o INSS mantém-se hermético e esconde seus procedimentos por meio de ordens internas, resguardando questões vitais da opinião pública, como aquelas que tratam das diretrizes de incapacidade e dos procedimentos de reabilitação profissional, dentre vários outros assuntos relevantes. Tais procedimentos ofendem os princípios do Direito Administrativo.

Reabilitação profissional

O não encaminhamento à reabilitação profissional, os processos de discriminação e assédio moral aos que retornam ao trabalho, particularmente por doenças osteomusculares e transtornos psíquicos, ou de demissões, foram fartamente denunciados pelo movimento sindical.
"A reabilitação profissional é uma questão do Estado brasileiro. Não pode ser delegada às próprias empresas como vem ocorrendo. Tal procedimento é no mínimo uma relação temerária que vem sendo estabelecida entre interesses públicos e privados, até porque há notório conflito de interesse entre as partes envolvidas. É o caso de convênios estabelecidos com alguns bancos", aponta Walcir.
Há também uma falta de clareza quanto aos conceitos e critérios de reabilitação profissional adotados pelo regulamento e outras normas administrativas que se referem à readaptação profissional, em detrimento da prevalência na hierarquia jurídica de preceitos da legislação federal.
"A reabilitação profissional deve ser objeto de cuidadosa programação e de procedimentos transparentes, acessíveis à sociedade, para que eventuais desvios sejam corrigidos", conclui o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

sábado, 27 de outubro de 2012

SAÚDE E SEGURANÇA: Quase um milhão de empresas terão redução na alíquota do SAT

Informação foi divulgada em seminário internacional sobre prevenção de riscos no trabalho

Da Redação (Brasília) - Em 2013, quase um milhão de empresas de diversos segmentos terão a alíquota do Seguro Acidente de Trabalho (SAT) reduzida em até 50%. Isso se deve à aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Criado em 2009, o FAP é um fator multiplicador que reduz a alíquota de empresas que não apresentaram acidentes ou doenças de trabalho.
O FAP como instrumento de melhoria do ambiente de trabalho foi tema de exposição do coordenador-geral de Política de Seguro Contra Acidentes do Trabalho e Relacionamento Interinstitucional do MPS, Luiz Eduardo Melo, no primeiro dia de atividades do seminário internacional "Prevenção de riscos no trabalho - Intercâmbio de experiências Brasil Espanha e assistência técnica", que está sendo realizado no Ministério da Previdência Social.
Luiz Melo fez um balanço da evolução da aplicação do fator. Ele explicou que o grande desafio é promover a cultura de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais no país. O coordenador-geral de Política de Seguro Contra Acidentes acrescentou que as regras do FAP evitam que as empresas camuflem a acidentalidade.
O resultado do FAP 2012 de 1.029.964 empresas - com vigência para 2013 - poderá ser consultado no link "Os números mostram que o FAP é, certamente, eficiente na melhoria dos ambientes de trabalho ao promover a redução dos riscos e também de suas consequências", afirmou Luiz Melo.
Por sua vez, o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional (DPSSO) do Ministério da Previdência Social, Cid Pimentel, considera que "o FAP é a mais significativa ação da Previdência Social para poder fortalecer cada vez mais a cultura de prevenção, saúde e segurança do trabalho no Brasil".
Pela metodologia do FAP, as empresas que registrarem maior número de acidentes ou doenças ocupacionais, pagam mais. Por outro lado, o Fator Acidentário de Prevenção aumenta a bonificação das empresas que registram acidentalidade menor. No caso de nenhum evento de acidente de trabalho, a empresa paga a metade da alíquota do SAT/RAT. A metodologia, porém, não é aplicada à contribuição das pequenas e microempresas, uma vez que elas recolhem os tributos pelo sistema simplificado, o Simples Nacional.
FAP - O Fator Acidentário de Prevenção 2012, com vigência em 2013, foi calculado para 1.029.964 empresas - integrantes de 1.301 subclasses de atividades econômicas. O FAP foi atualizado com base no histórico de acidentalidade de 2010 e 2011 e altera as alíquotas da tarifação individual por empresa do Seguro Acidente.
Do total das empresas, 939.867, ou 91,5%, serão bonificadas na aplicação do FAP 2012. Dessas, 803.063 terão a maior bonificação possível - 0,5 - e poderão ter o seu seguro acidente reduzido pela metade. Somente 8,48% das empresas terão aumento (malus) na alíquota de contribuição ao Seguro Acidente em 2013, pois apresentaram acidentalidade superior à média do seu setor econômico.
Base de cálculo - O fator acidentário é um multiplicador, que varia de 0,5 a 2 pontos, a ser aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.
O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social, por empresa. O fator incide sobre as alíquotas das empresas que são divididas em 1.301 subclasses da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE 2.0).

Extraído de: Ministério da Previdência Social  - 01 de Outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dicas importantes para o uso correto do computador!

A tecnologia veio nos ajudar, porém o uso contínuo do computador pode gerar desconforto muscular e até dores pelo corpo. Pensando nisto elaboramos dicas importantes para o uso correto do computador e conseqüente prevenção de desconfortos ou dores no corpo.
1 – A distância do monitor aos olhos deve ser 45 a 70 cm. Os olhos devem estar na linha superior do monitor, pois desta forma a postura da cabeça fica neutra. Cuide para que a tela fique perpendicular as fontes de luz evitando o reflexo no monitor. Lembre-se que o monitor deve estar sempre na sua frente e nunca lateralizado.
2 – Ao sentar o corpo deve manter um ângulo entre as coxas e as costas de 90° a 110°, ou seja, você deve sentar ereto ou até no máximo um pouco inclinado para trás.
3 – O apoio da cadeira deve ser priorizado na região lombar, pois é ali que o nosso corpo deposita a maior carga quando estamos sentados.
4 – A altura do teclado deve ser a mesma altura do nível do cotovelo. Teclado e mouse devem estar sempre na mesma altura e deve haver espaço na mesa (em torno de 15 cm) para apoio do antebraço.  Sente-se próximo da mesa para evitar a elevação do ombro.
5 – A altura da cadeira deve ser regulada para permitir que o teclado esteja na mesma altura do cotovelo. Caso os pés fiquem com apoio insuficiente no chão use um apoio de pés. Lembre-se de sentar sempre no fundo do assento permitindo um bom apoio para sua coluna lombar.
6 – Os joelhos devem ficar a 90°. Se dobrarem mais do que este limite podem dificultar a circulação nas pernas e causar cansaço e desconforto. Nunca permaneça por longos períodos com as pernas cruzadas ou sentadas sobre elas.
7 – O apoio de pés é necessário sempre que os pés não fiquem de forma firme no chão após a regulagem da cadeira. É um acessório simples, porém muito importante.
www.ergoncare.com.br - Dr. Marcelo Prado Mendes

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Gestão inclusiva

 



O governo vem intensificando a fiscalização nas empresas para verificar se elas estão cumprindo a Lei de Cotas para Deficientes, que entrou em vigor em 1991 – a legislação obriga companhias com mais de 100 funcionários a preencher 3% de seus cargos com portadores de necessidades especiais. De fato, houve um aumento significativo desse grupo no mercado de trabalho, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre 2007 e 2009 houve 960 mil contratações formais de pessoas com deficiência.
Porém, de acordo com a pesquisa realizada pela consultoria i.Social ainda são poucas as empresas que oferecem boas oportunidades de trabalho para os portadores de deficiência. Esses funcionários, em geral, vão trabalhar no nível operacional mesmo quando têm currículo para ocupar outra posição. Sete em cada dez, dos 1500 profissionais entrevistados, ocupava cargos operacionais. No entanto, algumas empresas têm investido na qualificação dos deficientes e vêm obtendo bons resultados, medidos pelo número de profissionais que são promovidos para postos de liderança.
Como exemplo podemos citar o Bradesco, de 2 100 pessoas com deficiência empregadas no banco, 600 ocupam cargos de liderança. “Trabalhamos a inclusão em todos os aspectos. Com a Fundação Bradesco, buscamos os profissionais com deficiência no mercado e trabalhamos a capacitação deles de forma que se sintam incluídos. Também sensibilizamos toda a empresa e oferecemos acessibilidade”, diz José Luiz Bueno, diretor de RH do Bradesco.  O banco criou um curso para formação de técnicos em administração específico para pessoas com deficiência. “Em paralelo, realizamos um trabalho com toda a companhia para receber e incentivar esses profissionais. Muitos são promovidos, têm desempenho excelente e são reconhecidos por seus pares e colegas de trabalho”, diz José Luiz.
No Itaú Unibanco, dos 4 100 funcionários com necessidades especiais, 100 têm cargo de líder. O programa existe desde 1981 e vai além da conveniência de contratar para cumprir cota. A empresa dispõe de um total de 1 000 bolsas de graduação para os funcionários com deficiência. Todos eles são elegíveis para concorrer a bolsas de pós-graduação. “Entendemos que não basta contratar. É preciso capacitar e incentivar e dar acesso aos deficientes às oportunidades de crescimento na carreira”, diz Marcele Correia, superintendente de diversidade e integração do Itaú Unibanco.
Além do programa de incentivo à carreira, foram criadas condições para integrar o deficiente ao ambiente de trabalho. “Eles podem trazer seus cães-guias, porque preparamos um local para acomodar os animais”, diz Marcele. A fabricante de aviões, Embraer, é outro exemplo de empresa que vem obtendo bons resultados ao investir no desenvolvimento dos funcionários com necessidade especial. De seus 944 executivos, 50 são deficientes e ocupam altos cargos.
“Um deficiente que chega a assumir um cargo de liderança é uma pessoa muito bem preparada, pois tem de ralar muito para vencer as barreiras até chegar ao mercado de trabalho”, diz Jaques Haber, sócio diretor da consultoria i.Social. O administrador de empresas paulistano Diogo Bacan, de 29 anos, é um exemplo. Surdo desde pequeno, ele era considerado uma criança preguiçosa por ter demorado a falar. Na escola, Diogo tinha de estudar mais do que os colegas para não ser taxado de criança problema. Após concluir o curso universitário, ele começou a trabalhar como atendente de banco em 2005. Hoje, é gerente de uma agência do Itaú Unibanco na zona leste da capital paulista. “Nunca deixei a surdez ser limitadora”, diz. Diogo usa sua experiência de vida para motivar os colegas de trabalho quando estão diante de metas mais complicadas. “Meu lema é não desanimar nunca”, completa.

Com informações da revista Você S/A

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Minha empresa foi notificada e agora?

Olá caros leitores
O assunto de hoje é de extremo interesse à empresários que receberam uma notificação para elaboração do Laudo Ergonômico da NR 17 e não sabem como proceder, quanto aos profissionais que atuam nesta área e não sabem muito bem como agir diante de tal situação.
O primeiro ponto é esclarecer o que é o Laudo Ergonômico. Aqui mesmo no site você encontra maiores informações sobre o que é um Laudo Ergonômico, mas de maneira rápida, o Laudo Ergonômico não existe (na teoria) na legislação.
A norma regulamentadora número 17 (NR 17) que norteia a fiscalização na área de ergonomia não faz menção ao Laudo e sim a Análise Ergonômica do Trabalho. Toda empresa tem exigência legal de cumprir com a norma, assim como as demais NRs, como as ações em medicina e segurança do trabalho (PCMSO, PPRA, etc). Na prática o que se solicita é o Laudo, então vamos as considerações.
O primeiro passo é identificar o motivo que gerou a solicitação: análise da empresa como um todo, de maneira a atender a NR 17 ou análise de um posto de trabalho espeífico.
Quando uma ação fiscalizatória chega à empresa e solicita a análise ergonômica tem como objetivo verificar se empresa cumpre com sua função na prevenção aos agravos à saúde dos trabalhadores ocasionados por problemas ergonômicos. Se nesta visita, o fiscal observar que algum posto de trabalho tem potencial lesivo e os demais postos de trabalho não, ele pode solicitar o laudo para aquele posto e maneira imediata.
O que pode acontecer também é que após visita do fiscal, seja solicitado a análise ergonômica simplesmente, e nesta caso, a empresa como um todo deve passar pelo processo de análise.
Muitos profissionais equivocam-se nestas demandas e por isso tem seus trabalhos rejeitados pelos órgãos fiscalizadores. É de suma importância identificar a demanda do trabalho, escolher corretamente os procedimentos de análise e aplicá-los de maneira objetiva no entendimento das situações de trabalho e propor soluções neutralizadoras e/ou minimizadores das situações de riscos ergonômicos.
Essa proposta de soluções também deve ser bem estruturada, pois o que se exige são ações planejadas, programadas. Se um laudo não contém um plano de ação bem definido corre sérios riscos de ser rejeitado, gerando custos elevados as empresas e aos profissionais.
O trabalho em ergonomia parece muito simples, fazendo com que muitos profissionais vislumbrem a possibilidade de trabalho fácil e rápido. Se cabem algumas dicas, sugerimos que os profissionais “ergonomistas” e os empresários sigam alguns passos:
  • Entenda a demanda de solicitação - o motivo gerador da notificação;
  • Sempre trabalhe com projetos de sua alçada – trabalhos mal formulados geram custos elevados à empresas e profissionais;
  • Apresente de forma clara metodologias, ferramentas de análise e os riscos presentes em cada situação de trabalho;
  • Tenha um plano de ação – propostas de melhoria sem planejamento geralmente não são aceitas perante os órgãos fiscalizatórios;
  • Bom senso é fundamental – um bom plano de análise em ergonomia deve resolver ou minimizar os problemas identificados e não precisam necessariamente de projetos mirabolantes. A maioria das soluções ergonômicas custa bem menos do que você imagina, sendo que as melhores propostas são construídas em conjunto com os trabalhadores.
--Escrito por: Thiago Pegatin -- Fisioterapeuta, Mestrando em Engenharia de Produção, Especialista em Gestão Industrial, Especialista em Fisioterapia do Trabalho, Diretor da Top Ergonomia, Professor de Ergonomia e Doenças Ocupacionais